Cardiologista e infectologista  participam de live sobre impactos da covid-19 em hipertensos, segunda-feira, 26 de abril, às 19 horas

Na segunda-feira, 26 de abril, é o Dia Nacional da Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, responsável pela morte de cerca de 200 mil pessoas todos os anos, o que responde por metade dos óbitos por doenças cardiovasculares no Brasil, segundo a Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp).

A pandemia da covid-19 impôs riscos ainda maiores aos mais de 30 milhões de hipertensos no país. “Conforme relatos e estudos internacionais, caso seja contaminado pelo coronavírus, o hipertenso não controlado tem complicações maiores e maior risco de morte”, afirma a médicacardiologista MarianaJabur, do AUSTA hospital.

Para falar do impacto e riscos da covid em hipertensos, o médico cardiologista Mário Jabur participa com a médica infectologista Célia Francode live na próxima segunda-feira, a partir das 19 horas, transmitida pelas redes sociais e canal do youtube do AUSTA, AUSTA hospital e AUSTAclínicas.

Live Hipertensão x COVID

Com Dr. Mário Jabur Filho, médico cardiologista, e Dra. Célia Franco, médica infectologista

Segunda-feira (26/04), às 19horas

Canais de transmissão:

facebook.com/AUSTAhospital/
facebook.com/austaclinicas
instagram.com/grupoausta
youtube.com/c/tv-austa

Para destacar o risco que o hipertenso corre, dra. Mariana recorre a resultado de estudo feito em Wuhan, na China, onde foram relatados os primeiros casos da covid-19 no mundo. Os pesquisadores acompanharam os pacientes infectados, dentre os quais constatou-se que quase a metade (48%)que morreu tinha pressão alta. O índice de hipertensos caiu pela metade (24%) entre os que se recuperaram bem. “O ideal para os hipertensos e demais pessoas do grupo de risco é tentar evitar, ao máximo, o contágio, tomando as medidas de isolamento e recomendações dos órgãos públicos de saúde e mantendo a rotina de cuidados habituais para o controle da pressão”, afirma a cardiologista do AUSTA hospital.

Hipertensão – problema de saúde pública
Dos mais de 30 milhões de hipertensos, apenas 10% fazem o controle adequado, segundo a Socesp, com base em dados do Ministério da Saúde. Além de ser considerada a doença de maior prevalência na população brasileira, é a principal causa de morte no Brasil. “É uma doença considerada silenciosa, que faz com que o coração tenha que exercer um esforço maior do que o normal e acaba comprometendo o funcionamento de outros órgãos”, explica dra. Mariana.

No dia 26 de abril, comemora-se o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, doença grave que pode comprometer o organismo e levar à morte.

A cardiologista Adriana Bellini, do Instituto de Moléstias Cardiovasculares (IMC), de Rio Preto, destaca que há diversos fatores contribuintes para a elevação da pressão arterial, dentre eles, obesidade, sedentarismo, estresse, herança familiar e consumo excessivo de bebidas alcoólicas.

Hábitos simples e acessíveis para qualquer pessoa são eficazes na prevenção. “Praticar exercícios físicos regularmente, evitar excesso de sal na alimentação, combater a obesidade e ter atividade de lazer são algumas das formas mais eficazes de se combater a pressão alta. A adoção destes hábitos saudáveis, antes do surgimento da doença, pode contribuir para sua prevenção”, afirma dra. Adriana.

Não existem sintomas para hipertensão, no entanto, quando surgem são graves, como o infarto. Para dra. Mariana, é importante que, além da prática de hábitos saudáveis, a partir dos 30 anos de idade, a pessoa se consulte com o cardiologista a cada seis meses com o objetivo de se realizar um diagnóstico precoce.

Na nova diretriz da Sociedade Brasileira de Cardiologia, editada em novembro de 2020, houve mudanças nos valores de referência para a detecção da doença. Nas medições feitas pelo paciente em sua residência, passou-se a considerar hipertensão arterial quando a pressão está igual ou maior que 130 milímetros de mercúrio (mmHg) por 80 mmHg. Antes a classificação como hipertenso dava-se quando as medidas ficavam igual ou maior que 135 mmHg x 85 mmHg pela MRPA. Para as medições em consultório, os valores de referência para hipertensão continuam sendo de 140 mmHg x 90 mmHg.

Segundo a Socesp, cardiologistas advertem que variações destes números são aceitas. Por exemplo, com o avanço da idade é normal que a pressão mude, sem comprometer a saúde. Porém, só um médico está habilitado a dizer se a variação é aceitável.

A hipertensão arterial prejudica vários órgãos. O coração é forçado a trabalhar mais, causando aumento da massa muscular cardíaca e, posteriormente, dilatação do mesmo. Estas alterações do coração causam a insuficiência cardíaca.

Nas artérias, a pressão arterial alta danifica a parede, acelerando a formação de depósitos de gordura, provocando estreitamento da luz da artéria. Como consequência a este estreitamento, o paciente tem maior probabilidade de ter angina e/ou infarto agudo do miocárdio. Outras doenças secundárias são derrame cerebral e insuficiência renal.

Fonte: Marcelo Gomes – Intermídia

Like