No dia 26 de abril, o Hospital Beneficência Portuguesa de Rio Preto irá realizar a primeira cirurgia robótica de intestino em uma paciente de 83 anos, diagnosticada com câncer. A equipe médica será composta pelos cirurgiões oncológicos Dr. Maximiliano Cadamuro Neto e Dr. Oswaldo Passos Filho.

De acordo com o cirurgião Dr. Maximiliano Cadamuro, “o diagnóstico se deu após a paciente apresentar dificuldade para evacuar e sangramento nas fezes. Foi feita uma colonoscopia que mostrou um tumor suboclusivo no reto alto. Nesses casos, o melhor tratamento inicial é o cirúrgico”.

Uma das diferenças da cirurgia robótica para a cirurgia convencional aberta é que o cirurgião não fica em contato direto com o paciente. O robô que estará em contato com o paciente, controlado pelo cirurgião. “Ganhamos muito em precisão e melhora da visão do campo cirúrgico”, afirma o Dr. Cadamuro.

Além disso, a cirurgia robótica oferece outras vantagens por ser minimamente invasiva como cortes menores, menos dor no pós-operatório e recuperação mais rápida para o paciente. Para o cirurgião, oferece ainda maior precisão dos movimentos cirúrgicos, visão 3D e facilita a realização de cirurgias complexas como as cirurgias para câncer colorretal.

 

Uma nova era para Rio Preto e região

Com investimento de R$10 milhões, o sistema robótico adquirido pelo hospital é a mais moderna tecnologia para cirurgias com foco em ginecologia, gastroenterologia, urologia e procedimentos cirúrgicos de cabeça e pescoço.

Entre as vantagens da robótica destacam-se a atuação mais precisa e segura do cirurgião, com total segurança no manuseio dos instrumentais, melhor desempenho do movimento durante os procedimentos, chegando a até 360° de rotação, permitindo ao cirurgião alcançar estruturas que nenhuma outra modalidade cirúrgica oferece e, para o paciente, oferece menor risco de infecção, reduz perda de sangue e o tempo de cirurgia, o que proporciona uma recuperação mais rápida e menor tempo de hospitalização.

Como funciona o robô

O robô cirúrgico é manipulado por um cirurgião, por meio de uma espécie de joystick semelhante ao de um videogame, onde controla os braços do equipamento. O sistema reproduz os movimentos do médico para os instrumentos robóticos (pinças) que se tornam mais precisos e atingem posições difíceis de se reproduzir pelo punho humano.

As incisões são semelhantes às de vídeo cirurgia tradicional. Com alta definição e tecnologia 3D as imagens ganham amplitude e atingem 10 vezes o tamanho na visualização, oferecendo maior profundidade, alto contraste das cores, além de inibir os tremores humanos.

 

Fonte: Lacerda Comunicação 

Imagem Ilustrativa. 

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